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Características Químicas

As amostras de pipetagem e Proveta

Saiba que...

As características químicas da urina podem ser observadas e classificadas conforme Nakamae destaca: A composição da urina compreende várias substâncias químicas, citadas a seguir. a) Proteínas — A urina contém normalmente quantidades insignificantes de proteínas. Em situação anormal, esse valor poderá oscilar entre 200 mg e 50 g por litro de urina. A presença de proteinúria poderá indicar afecções gerais como febre, inflamações das vias urinarias e outras. b) Açúcares — Entre os vários hidratos de carbono, que podem esporadicamente estar presentes na urina, o mais importante é a glicose, o que constitui a glicosúria. Normalmente, porém, a urina não contém glicose. Transitoriamente poderá ocorrer a "glicosúria alimentar", quando o indivíduo ingeriu grandes quantidades de açúcares pouco tempo antes da colheita, sendo considerada fisiológica. Quando duradoura, a glicosúria indica sempre uma condição patológica que, na maioria dos casos, é diabetes mellitus. c) Corpos cetônicos — Quando presentes na urina normal, podem atingir o nível insignificante de até 50 mg em volume excretado nas 24 horas 4 . Corresponde a produtos da decomposição de ácidos graxos. Surgem em quantidade patológica quando o organismo se vale das gorduras para atender às suas necessidades energéticas por déficit de glicose. Isso ocorre mais 12 comumente no diabetes mellitus e no estado de jejum prolongado. Tal situação pode ocorrer também quando há aumento excessivo de lipídeos na alimentação d) Bilirrubina — Da destruição da hemoglobina resulta a bilirrubina indireta, insolúvel em água. Só após sua passagem pelo fígado, onde é conjugada, tornando-se solúvel, é que poderá sofrer eliminação pela bile e pela urina. Não é encontrada na urina normal. Ocorre bilirrubinúria sempre que há elevação desse pigmento no sangue, em quantidade superior ao limiar renal de 0,4 mg%, o que sugere distúrbios da função hepática ou hemólise excessiva. e) Urobilinogênio e urobilina — A urina contém traços de urobilinogênio, é oxidado logo após aquela ter sido eliminada do organismo. A exposição ao ar ambiente e à luz transforma o urobilinogênio em urobilina. Por este motivo, esta última nunca é encontrada na urina recentemente emitida e o urobilinogênio não está presente na reservada. Sabe-se que o urobilinogênio se origina no intestino às custas da flora bacteriana que atua sobre a bilirrubina. Aí, uma parte do urobilinogênio é transformada em estercobilina, cuja eliminação se dá nas fezes. A outra parte, absorvida, volta ao fígado, sendo então novamente eliminada para o intestino. Apenas uma fração desse urobilinogênio absorvido é excretada pelos rins, aparecendo na urina. NERY et alii 6 dizem que a urobilina elevada na urina corresponde a metabolismo exagerado da hemoglobina-bilirrubina, ou a um déficit hepático na captação e excreção do urobilinogênio sanguíneo. f) Ureia — Sua excreção se faz normalmente pela urina e a determinação do seu nível não tem valor quando dosada na amostra de uma única micção. Contudo, seu índice urinário é representativo quando dosada num volume de 24 horas. g) Ácido úrico e creatinina — O ácido úrico forma-se pela desintegração constante de nucleoproteínas celulares e é excretado na urina em forma de uratos ou ácido úrico. Essa eliminação faz-se com grandes oscilações, podendo variar de 0,10g a 2g em 24 horas. A creatinina é produzida no tecido muscular, numa taxa quase constante. A sua produção não é influenciada pela ingestão de proteínas ou por alterações do catabolismo proteico. A eliminação é feita quase inteiramente pela urina, numa taxa média de 1 a 2g ao dia. (NAKAMAE, D. D. et al.1980.pg.53.)

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